Alguns meses haviam passado desde a minha chegada. Nas semanas que transcorreram, eu tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas. Aparentemente, o meu jeito eufórico , exagerado, sem noção e "sem vergonha" era um atrativo. Nunca imaginei que o fato de eu ser "eu mesmo" e não me esconder como costumeiramente havia feito, fosse um "plus" para mim e para os que me rodeavam.
Eu tinha algumas pessoas e ao mesmo tempo não tinha ninguém. Mesmo sendo brincalhão e aberto à novas amizades, eu sempre fui fechado para o que chamam de amor. Minha preferência sexual eram os homens. Eu ficava com mulheres, trocava carinhos, beijos ,mas nunca as levava pra cama, pois eu era ( e ainda sou) inseguro demais pra fazer isso. Com homens, não. Era tudo muito fácil e simples. E quanto mais eu ficava com homens, mais fácil era conduzir o ato com eles . . . Eu não era de ninguém nas primeiras semanas , até o Tanaka Koki aparecer.
Eu tinha algumas pessoas e ao mesmo tempo não tinha ninguém. Mesmo sendo brincalhão e aberto à novas amizades, eu sempre fui fechado para o que chamam de amor. Minha preferência sexual eram os homens. Eu ficava com mulheres, trocava carinhos, beijos ,mas nunca as levava pra cama, pois eu era ( e ainda sou) inseguro demais pra fazer isso. Com homens, não. Era tudo muito fácil e simples. E quanto mais eu ficava com homens, mais fácil era conduzir o ato com eles . . . Eu não era de ninguém nas primeiras semanas , até o Tanaka Koki aparecer.
Tanaka era um rapaz gentil, doce, praticamente uma mulher de tão sensível que era. Eu não consegui aprofundar minha relação com Tanaka , mesmo ele sendo aquela pessoa adorável. Não consegui consumar minha relação de 1 mês com ele, nunca nos deitamos juntos, nunca o vi sem as vestes. Foi o primeira vez , depois de muito tempo, que eu consegui estar com alguém de um jeito puro, conhecendo a alma antes de conhecer o corpo. Entretanto, Tanaka era um pouco ausente. As ocupações com trabalho e outros afazeres, o faziam deixar-me a mercê de outras pessoas...
E foi nestas ausencias do Tanaka que o D.evil apareceu.
D.evil, um nome estranho. Me perguntava o porque deste apelido. E em uma semana de convivência, entendi o porque daquele rapaz mais alto e mais magro que eu, cheio de tatuagens, ter como apelido algo similar a demônio. D.evil era uma peste. Era quente, inquieto, abusado, elétrico.
Era como a minha versão, só que drogado, sob o efeito de Êxtasi e todos os energéticos que pudessem existir. Infelizmente não pude resistir à ele. Foi uma semana de sexo , mal conversávamos, era apenas um rasgar de roupas e uma relação coberta com arranhões e pingos de sangue sobre a cama, a concretização de uma violência desnecessária. Traí Tanaka , pedi perdão, mas me senti tão sujo que não consegui nem mesmo abraçá-lo quando terminamos.
- Camui , espero pelo menos que esse rapaz seja pra você o namorado que eu não fui.
Aquelas palavras de Tanaka entraram como uma faca em meu peito. Eu não tinha intenções de namorar o D.evil, mas depois daquela frase, eu percebi que talvez assumir um compromisso com ele fosse uma forma de amenizar a traição que eu tinha cometido. Eu me sentia sujo, me sentia mal.Namorá-lo poderia ser a solução. Talvez eu me sentisse menos canalha com minha cafajestagem.
Pedi D.evil em namoro na mesma noite , e nossa relação foi mais uma vez comemorada com sexo. Engraçadamente, na primeira noite eu já estava me sentindo cansado.Nos outros dias não tinha muito a acrescentar na minha vida...pois ela se resumia a conversar com meus amigos e encontrar o D.evil ao anoitecer.Entretanto, um dia minha cunhada me chamou. A mulher de meu irmão estava preocupada, achando meu irmão distante e pediu minha sincera ajuda pra descobrir algo. Fui gentil e disse que faria o possível, então quando todos nos encontramos para um confraternização.Não me vi sozinho com Hyo e Satoru, lá tambem estava uma mulher, na qual Hyo me apresentou como a irmã dela e o Satoru fez os cumprimentos:
-Ayumi, este é o Gackt, Mad, Gacktão, chamam ele de muitas coisas!
A mulher era mesmo linda, uma japonesa pequena, de cabelos claros, sorridente, parecia ser muito engraçada e feliz.Contudo, a voz de meu irmão veio à minha cabeça naquele instante : " Ela é perigosa". Não me importei, e agi alteradamente na companhia da mulher.
Ofereci um sorriso à ela, segurei a mão macia e dediquei um beijo sobre as unhas longas coloridas. Fiquei atentamente olhando aquelas unhas tão belas e depois os chamativos e gigantes olhos. Naquele segundo, lembrei de um de meus filmes favoritos na infância: "E,T , o extraterrestre". Ri, sozinho, mas não comentei aquilo no momento.Ela parecia usar aquelas lentes que aumentavam a íris. Por um minuto, me vi mesmo hipnotizado pelo sorriso branquinho e deliberado que ela oferecia, mas não sei se era impressão, mas ela se conteve. Percebi um fio de desconfiança por parte dela. Minha seriedade foi embora, e comecei a gargalhar, uma tentativa de deixá-la mais a vontade na minha presença, afinal eu seria para ela mais um amigo gay do que qualquer outra coisa. Uma mulher como aquela, que tinha homens e mais homens aos pés, não teria porque se importar em falar com um completamente invertido como era o meu caso.
- Você é meio GAY né? MAD? Isso é nome de gente?? Uma bichona, uma MONA ( sim, MONA). Vou abraçar você pra sentir quem tem os peitos maiores de nós dois!!
E ela me abraçou, quando eu disse que ia partir. Ela fez isso quando estávamos sozinhos. Confesso que nunca esqueci. Eu nunca tive atração por mulheres da forma como me senti atráido quando a Ayumi me abraçou. Confesso que aquilo me deixou um pouco perturbado. Fui pra casa, com o número da Ayumi no bolso. Ela seria alguem presente na minha vida devido ao nosso "laço" familiar. Contudo, a medida que eu lembrava do jeito louco dela, as palavras do meu irmão surgiam na minha mente : " Porque você é Burro". Meu namorado estava em casa, como sempre, com mais dois amigos. Como eu odiava aqueles amigos dele. Os cumprimentei, fui ao quarto e D.evil fez uma brincadeira :
- Querida, hoje não vamos F***
Confesso que fiquei irritado. Não pelo fato dele não querer ficar comigo, mas estava cansando...cansando de verdade.
E ela me abraçou, quando eu disse que ia partir. Ela fez isso quando estávamos sozinhos. Confesso que nunca esqueci. Eu nunca tive atração por mulheres da forma como me senti atráido quando a Ayumi me abraçou. Confesso que aquilo me deixou um pouco perturbado. Fui pra casa, com o número da Ayumi no bolso. Ela seria alguem presente na minha vida devido ao nosso "laço" familiar. Contudo, a medida que eu lembrava do jeito louco dela, as palavras do meu irmão surgiam na minha mente : " Porque você é Burro". Meu namorado estava em casa, como sempre, com mais dois amigos. Como eu odiava aqueles amigos dele. Os cumprimentei, fui ao quarto e D.evil fez uma brincadeira :
- Querida, hoje não vamos F***
Confesso que fiquei irritado. Não pelo fato dele não querer ficar comigo, mas estava cansando...cansando de verdade.
~~ M A D ' z





