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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

CAPITULO 12 : PARA SEMPRE, ELA !

Meu casamento havia acabado. Estar com Straw era uma espera sem fim. Sempre existia uma justificativa, uma resposta, um motivo para ausência. Eu nem sabia se a amava mais. Na verdade, talvez eu estivesse acomodado, talvez eu estivesse receoso por buscar uma nova pessoa. Queria sim, alguém melhor, mas infelizmente pessoas não caíam do Céu como se fossem anjos. Estava exausto, daquela minha vida sentimental frustrada, eu queria a qualquer custo me renovar. A insatisfação me fez ver muitas coisas que antes eu não era capaz de enxergar. Eu havia mudado. A tristeza era nítida em meu rosto. Até meus amigos percebiam que eu estava infeliz. Queria, muito sorrir, queria ser feliz como meus amigos, amar e ser amado, queria alguém presente que me fizesse bem, mas talvez aquilo não fosse para mim. Eu não fui um bom homem, não fui um bom marido. Eu traía, mentia, burlava, e por isso achava que merecia o mesmo. Talvez eu tivesse amado uma vez na vida, mas a pessoa estava casada, assim como eu. Estava feliz, estava longe dessa energia negativa que agora emanava de mim. Sim, eu havia me tornado negativo....Aquele que fez muitos rirem com piadas, não conseguia sorrir de nada. O que estava acontecendo? Nem eu sabia....Até que um dia, como se fosse um filme, por vontade do destino, esbarrei com ela no supermercado. Era Ayumi. A jovem Ayumi de anos atrás havia se transformado numa mulher exuberante. Apesar dos traços bastante similares com os de antes, existia algo diferente nela.  Ela sempre despertou um sentimento e uma alegria em mim que ninguém jamais havia conseguido, por isso, mesmo sem vontade, sorri ao vê-la. A fiz me cumprimentar, eu queria abraçá-la, mas ela apenas estendeu a mão com timidez. Ayumi estava bem mudada.

-- Olá MAD!



Ayumi disse baixo, tímida. Mas o que acontecia? Ayumi estava tímida? Aquilo não era normal! Por que não brincou comigo ou fez uma piada? Tentei descontrair mas foi inútil. 

-- Você continua olhuda!

Ela riu de leve e se afastou. Eu a segui. Claro que a seguiria. Algo muito forte em mim me fez ir atrás dela. Era como se uma voz me guiasse para nunca mais perdê-la de vista.

-- O que está fazendo , MAD? HAHAHAHAHA





Ayumi sorriu, depois que eu passei mais de meia hora perseguindo-a. Finalmente havia arrancado uma gargalhada dela. Eu senti saudade, estava quase farejando-a. Não conseguia parar de olhar para aqueles olhões que pareciam de vidro. Ela não sabia mas eu tinha vontade de agarrá-la toda vez que ela me olhava. Só que algo em mim travava, eu estava tímido também e com muito medo. Por que? O que acontecia? Não importava mais. Ayumi estava ali e eu iria segui-la. Estaria do lado dela quase todo o tempo, e só estaria a frente dela para protegê-la.




Os dias passaram. Poucos, porem intensos. Ayumi e eu estávamos grudados, como amigos. Era como se nada pudesse nos separar. Conversamos muito durante aqueles dias, falamos dos anos que estivemos juntos e dos que nos afastamos...Brincamos, saímos, jogamos vídeo game, conhecemos um a casa do outro. Entretanto, um dia, algo floresceu em mim. E em um destes passeios, em uma pista de patinação de gelo, a mágica habitou meu corpo novamente.




Olhei para ela, linda, deslizando como se dançasse sobre a pista gelada. Em um instante a abracei, a segurei pela cintura e pedi permissão. Pedi para que ela deixasse eu dar nela um beijo apenas, um selinho fraco, porque meu corpo e meu coração pediam por aquilo. 



Com todo meu afeto, um simples selinho transformou-se em um beijo cinematográfico, mas daqueles tão intensos e acalourados que, sem exageros, poderia derreter aquela pista de patinação fria. Meu coração exaltou-se, sentia choques em meu corpo. Foi um beijo de "5 anos". um beijo que eu jamais esqueceria. Aquele simples ato me deu uma certeza. Era ela. Eu não precisaria de mais ninguém. O encaixe de nossas almas através de nossas bocas foi a confirmação de tudo o que eu queria e precisava. Demorou, mas estava ali. Passamos 5 anos na forma. Sendo feridos, atrapalhados, incompreendidos, tudo isso para aquele momento. O momento de cura, em que nos juntaríamos no pacto de curar tudo de ruim e fazer ir embora todas as más lembranças que habitavam nossas almas.  Sorri, um sorriso sincero , tão feliz que nem acreditei. Ayumi ficou eufórica. No primeiro desvincular dos lábios, tornou-se falante, já dizendo que me amava, que nunca deixou de me amar. Eu sabia como era aquilo, pois também senti o mesmo.




-- Eu te amo, Ayumi!

Doce dezembro. Um dezembro de descobertas e de recomeços. Uma nova vida esperava por nós. E que vida! 





Depois desse dia não nos separamos mais. Tivemos momentos difíceis, brigas, choques de personalidade, que se resolveram com o tempo. Hoje, somos compatíveis como se fossemos um só. Somos um casal feliz, alegre, que se entende, que se ama, que busca diariamente cultivar o amor, como todos no mundo deveriam fazer.  Nosso amor é de verdade, é leal, é sincero, é puro ( quase sempre -QQQQ) e atemporal. Não temos prazo de prescrição.  Já faz mais de 2 anos que estamos nessa intensa jornada. Uma jornada linda, repleta de lembranças que levaremos até o fim dos nossos dias. EU TE AMO, AYU !



PS: VOCÊ É SIM, ESTA COCA COLA TODA -qqqq