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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

CAPITULO 12 : PARA SEMPRE, ELA !

Meu casamento havia acabado. Estar com Straw era uma espera sem fim. Sempre existia uma justificativa, uma resposta, um motivo para ausência. Eu nem sabia se a amava mais. Na verdade, talvez eu estivesse acomodado, talvez eu estivesse receoso por buscar uma nova pessoa. Queria sim, alguém melhor, mas infelizmente pessoas não caíam do Céu como se fossem anjos. Estava exausto, daquela minha vida sentimental frustrada, eu queria a qualquer custo me renovar. A insatisfação me fez ver muitas coisas que antes eu não era capaz de enxergar. Eu havia mudado. A tristeza era nítida em meu rosto. Até meus amigos percebiam que eu estava infeliz. Queria, muito sorrir, queria ser feliz como meus amigos, amar e ser amado, queria alguém presente que me fizesse bem, mas talvez aquilo não fosse para mim. Eu não fui um bom homem, não fui um bom marido. Eu traía, mentia, burlava, e por isso achava que merecia o mesmo. Talvez eu tivesse amado uma vez na vida, mas a pessoa estava casada, assim como eu. Estava feliz, estava longe dessa energia negativa que agora emanava de mim. Sim, eu havia me tornado negativo....Aquele que fez muitos rirem com piadas, não conseguia sorrir de nada. O que estava acontecendo? Nem eu sabia....Até que um dia, como se fosse um filme, por vontade do destino, esbarrei com ela no supermercado. Era Ayumi. A jovem Ayumi de anos atrás havia se transformado numa mulher exuberante. Apesar dos traços bastante similares com os de antes, existia algo diferente nela.  Ela sempre despertou um sentimento e uma alegria em mim que ninguém jamais havia conseguido, por isso, mesmo sem vontade, sorri ao vê-la. A fiz me cumprimentar, eu queria abraçá-la, mas ela apenas estendeu a mão com timidez. Ayumi estava bem mudada.

-- Olá MAD!



Ayumi disse baixo, tímida. Mas o que acontecia? Ayumi estava tímida? Aquilo não era normal! Por que não brincou comigo ou fez uma piada? Tentei descontrair mas foi inútil. 

-- Você continua olhuda!

Ela riu de leve e se afastou. Eu a segui. Claro que a seguiria. Algo muito forte em mim me fez ir atrás dela. Era como se uma voz me guiasse para nunca mais perdê-la de vista.

-- O que está fazendo , MAD? HAHAHAHAHA





Ayumi sorriu, depois que eu passei mais de meia hora perseguindo-a. Finalmente havia arrancado uma gargalhada dela. Eu senti saudade, estava quase farejando-a. Não conseguia parar de olhar para aqueles olhões que pareciam de vidro. Ela não sabia mas eu tinha vontade de agarrá-la toda vez que ela me olhava. Só que algo em mim travava, eu estava tímido também e com muito medo. Por que? O que acontecia? Não importava mais. Ayumi estava ali e eu iria segui-la. Estaria do lado dela quase todo o tempo, e só estaria a frente dela para protegê-la.




Os dias passaram. Poucos, porem intensos. Ayumi e eu estávamos grudados, como amigos. Era como se nada pudesse nos separar. Conversamos muito durante aqueles dias, falamos dos anos que estivemos juntos e dos que nos afastamos...Brincamos, saímos, jogamos vídeo game, conhecemos um a casa do outro. Entretanto, um dia, algo floresceu em mim. E em um destes passeios, em uma pista de patinação de gelo, a mágica habitou meu corpo novamente.




Olhei para ela, linda, deslizando como se dançasse sobre a pista gelada. Em um instante a abracei, a segurei pela cintura e pedi permissão. Pedi para que ela deixasse eu dar nela um beijo apenas, um selinho fraco, porque meu corpo e meu coração pediam por aquilo. 



Com todo meu afeto, um simples selinho transformou-se em um beijo cinematográfico, mas daqueles tão intensos e acalourados que, sem exageros, poderia derreter aquela pista de patinação fria. Meu coração exaltou-se, sentia choques em meu corpo. Foi um beijo de "5 anos". um beijo que eu jamais esqueceria. Aquele simples ato me deu uma certeza. Era ela. Eu não precisaria de mais ninguém. O encaixe de nossas almas através de nossas bocas foi a confirmação de tudo o que eu queria e precisava. Demorou, mas estava ali. Passamos 5 anos na forma. Sendo feridos, atrapalhados, incompreendidos, tudo isso para aquele momento. O momento de cura, em que nos juntaríamos no pacto de curar tudo de ruim e fazer ir embora todas as más lembranças que habitavam nossas almas.  Sorri, um sorriso sincero , tão feliz que nem acreditei. Ayumi ficou eufórica. No primeiro desvincular dos lábios, tornou-se falante, já dizendo que me amava, que nunca deixou de me amar. Eu sabia como era aquilo, pois também senti o mesmo.




-- Eu te amo, Ayumi!

Doce dezembro. Um dezembro de descobertas e de recomeços. Uma nova vida esperava por nós. E que vida! 





Depois desse dia não nos separamos mais. Tivemos momentos difíceis, brigas, choques de personalidade, que se resolveram com o tempo. Hoje, somos compatíveis como se fossemos um só. Somos um casal feliz, alegre, que se entende, que se ama, que busca diariamente cultivar o amor, como todos no mundo deveriam fazer.  Nosso amor é de verdade, é leal, é sincero, é puro ( quase sempre -QQQQ) e atemporal. Não temos prazo de prescrição.  Já faz mais de 2 anos que estamos nessa intensa jornada. Uma jornada linda, repleta de lembranças que levaremos até o fim dos nossos dias. EU TE AMO, AYU !



PS: VOCÊ É SIM, ESTA COCA COLA TODA -qqqq

sábado, 26 de dezembro de 2015

CAPITULO 11 - RECOMEÇO E FIM

Straw era tudo o que eu precisava na vida, naquele momento. Era doce, gentil, pura. Nunca havia sido de homem nenhum. Era encantadora. Durante anos, pensei que Straw fosse a mulher da minha vida. Tentei de todas as maneiras, esquecer a Ayumi. Eu não sabia o que se passava em minha mente e coração...Mas tinha a certeza, que Ayumi sempre existiria em algum lugar dentro de mim. Encontrei muitas dificuldades para me adaptar a minha nova vida. Straw, apesar de no começo ser uma boa pessoa, depois mostrou-se incompatível comigo. Éramos seres diferentes, unidos pelo vínculo do matrimônio. Eu costumo dizer que "gostava" dela, mas fui amá-la mesmo, depois de muito tempo. Eu nem sequer, queria casar-me. Na verdade, eu acreditava que nunca desejaria me casar com alguém. 


-- Você me compara com alguém, quando está junto de mim? 


Straw questionava constantemente, pois ela sabia que eu não estava satisfeito com nossa relação, com nossa falta de encaixe, e com a ausência dela. Straw tinha uns sumiços estranhos, umas ausências injustificadas, o que as vezes me levava a pensar que ela não tinha interesse em mim, ou que tinha outra pessoa. Mas aqueles pensamentos esvaiam-se, porque eu também não era nenhum santo. O fato de ter uma esposa "indiferente" e ausente , fez-me, no começo de nosso relacionamento , traí-la inúmeras vezes e até mesmo manter uma relação extraconjugal. Eu tinha amante, que sabia que eu era casado, e ainda assim ficava comigo, eu tinha outra família, e não me importava com nada. Meses depois Straw sempre reaparecia, com aquelas justificativas que eu sabia que eram mentiras, mas no fundo, eu desejava que fosse verdade.

-- Amor, desculpe demorar tanto tempo. Onde eu estava não havia celular, não havia nada, Encontrei-me impossibilitada até mesmo de te mandar uma mensagem. Mas eu te amo! Estou com muita saudade de você! Você é a minha vida! 

Era sempre, a mesma justificativa. Então Straw me beijava e eu não conseguia retribuir. Ela ficava por uns dias, vendo-me diariamente. Quando percebia minha distância, ela se empenhava em manter-se perto de mim e me "reconquistar", quando via que estava tudo bem, ela tornava a sumir. E foi assim, durante anos, este ciclo sadomasoquista de amor e não amor. Será mesmo que algum dia ela me amou? O que eu era para ela? Eu era apenas um homem comum, um ser normal, cotidiano, que gostava de ter uma família, um abraço, um amor, um beijo. Eu não pedia muito, eu só queria atenção da minha esposa, queria ter meus filhos, coisa que Straw negava com afinco :

-- Eu não sirvo para ser mãe. Não quero filhos. Eu te amo, mas não desejo ter filhos.

Não desejava ter nada que viesse de mim, era assim que eu entendia. Quanto mais conhecia Straw, mais sentia falta do meu outro amor. Um amor que ficou para trás, esquecido com o tempo, completamente no passado. Talvez esse meu "amor", nem se lembrasse mais de mim. Talvez. Straw dava atenção a muitos homens. Sempre com amizades masculinas, tratando-os com ambiguidade. Ela ficava perto demais, dedicava-se demais, precisava deles demais, e esquecia-se de mim. De tanto levar foras, de tanto explodir de ciúmes, de tanto fazer coisas que eu não em orgulhava, decidi desapegar. Estava cansado de, depois de quase 5 anos, ver minha "esposa" não se importar nem um pouco com aquele que ela chamava de marido. Fora isso, eu era constantemente chamado de "monstro" por ela. Afinal, por que eu era um monstro? Por ter ciumes? Pelo fato de vê-la se importar mais com os amigos machões do que comigo? Pelo motivo, de vê-la o tempo inteiro, tecendo elogios e comentários com duplo sentido para outros caras, sendo que há tempos ela nem sequer se atrevia a me abraçar com força ou me dar um beijo? Pois sim, eu sou um monstro. Deveria ter amado ela menos, ter traído ela mais, e ter esfregado um "FODA-SE" bem grande na face dissimulada dela. Eu era um homem comum, não era um lobo, um vampiro, um celta, um ser místico e fantasioso que a faria mergulhar em mundos imaginários. Eu era real. Estava ali para ela, por muito tempo, mas ela não me quis. Preferiu outro, mentiu para mim, e também me traiu. Fui igualmente traído, confirmei pela primeira vez, algo que já desconfiava há muito tempo. Ela não quis lutar por nós, e eu, não queria mais ficar com ela. Mais uma vez, mesmo depois de tê-la perdoado, mesmo depois de ter perdoado uma traição que ela negava na minha cara, ela ainda assim insistia em sumir, sumir e sumir....E o pior, é que me cobrava lealdade, queria me ver preso a ela. Mas isso não aconteceria mais, pois eu havia despertado. Finalmente, estava me desatando do nó que ela havia me prendido. Por isso, mesmo casado, passei a olhar as mulheres com outros olhos. Não era mais aquele olhar de amizade, e sim de segundas intenções. Queria sair ficando com todas, levar todas para cama, e até tentei, mas não consegui. Não consegui porque....Assim que tomei essa decisão, uma pessoa de muito tempo atrás, reapareceu na minha vida.  AYUMI....diante dos meus olhos, surge como um presente de Deus em resposta as minhas orações...


-- OI, MAD! ....Quanto tempo.....

Dizia Ayumi, sorrindo, tímida, diferente. Os olhos expressivos, mas a voz mais calma. Ayumi....Que bom que você veio.

~~ CONTINUA

CAPITULO 10 : RUPTURA

O tempo passou. A cada dia Ayumi e eu tínhamos uma relação mais intensa. Éramos cúmplices, verdadeiras "almas gêmeas". Ayumi era brincalhona, "tarada", engraçada. E eu...era eu. Ela nunca via defeitos em mim, exceto por me achar afoito e exagerado. Um "louco", por assim dizer. Ayumi queria casar, eu sabia disso. Ela queria compromisso, mas eu não. O histórico dela não era dos melhores. Por mais que a amasse, não confiava nela. E não confiava em mim. Por mais que ela dissesse que eu era "bom", eu sempre achava que ela acharia alguém melhor que eu e me deixaria. Ayumi engravidou. Queria um compromisso sério. Queria uma vida ao meu lado. Mas eu não, eu apenas desejava deixar tudo como estava. Tudo andava rápido demais, eu estava confuso. Por que essa pressa em tudo? Por que essa complicação. Eu queria calma, tudo devagar, tempo para pensar e eu não tinha. Tudo isso aconteceu em menos de 2 meses, e tudo veio como uma avalanche sobre meu corpo. De um lado, meu irmão me dizendo coisas. De outro , pessoas surgindo, dizendo que iam tirar ela de mim, ou que nunca daríamos certo juntos. O que eu tinha que fazer? 







Assim, essas dúvidas, essa insegurança, se concretizaram quando uma mulher chamada Kaori surgiu em minha vida. Kaori era mais velha, misteriosa, autêntica e segura de si. E marcava presença e território de uma forma muito invasiva. Kaori constantemente dizia que gostava de mim , sem nunca ter me beijado. Já eu, ficava tentado e curioso em saber os segredos de Kaori. Minha imaturidade, levou-me a abandonar o grande amor da minha vida uma vez. Deixei Ayumi, sozinha, grávida, para ficar com Kaori, para me aventurar com uma desconhecida. Esse foi meu maior pecado. Um erro que carreguei por anos. 


Kaori era linda, diferente. Começamos a namorar e no começo tudo era bom, feliz...Até ela mostrar a verdadeira face. Os gostos macabros, o apetite sexual exagerado e um tanto nojento. Todos os dias, eu sentia falta de Ayumi...Mas não podia buscá-la. Ayumi ja estava casada novamente:

- Oi, Ayu...como você está? Está feliz?...
Perguntei para ela 

-Estou sim, MAD, muito feliz. Feliz como jamais fui antes...


Só aquela resposta foi suficiente para me afastar dela. Depois de mim, Ayumi havia se envolvido com uma tal de Malice e até mesmo outras pessoas que não recordo os nomes. Apenas, me doía, ver a mulher da minha vida nos braços de qualquer um, justamente por uma decisão errada e aventurada de minha parte. Meu relacionamento com kaori acabou, entretanto, eu estava diferente. Eu era um homem diferente. Com uns gostos diferentes, uma forma de comportar oposta a de antes. 
Estando solteiro, busquei Ayumi novamente. Mesmo ela estando casada eu a seduzi. A beijei, a levei para cama...E quando estávamos quase consumando o ato, ela me mandou parar.




- Você, você não é o MAD que eu conheci. Você não é amoroso, carinhoso, você não tem sentimentos. Você está igual a todos os outros homens que eu tive antes! O que aquela mulher fez com você? No que ela te transformou?...


E então, Ayumi foi embora. Me deixou sozinho com aquelas perguntas. Nem eu havia percebido, até aquele dia, na espécie de homem que eu havia me transformado. Não era mais eu. Estava sujo, vazio, sem nada. Sem amor, sem vida, sem ela.  Decidi deixá-la em paz. Ser feliz com alguém melhor que eu....

Fiquei um bom tempo sozinho, desapegado, triste, até que ela apareceu. Uma pessoa ferida, pura, doce, amável....linda...

Strawberry. Straw....


~~ CONTINUA

CAPÍTULO 9: SENTIMENTO



Desde meu último encontro com Ayumi, eu não conseguia parar de pensar nela. Queria, com todo o meu coração, desvendá-la. Por que ela colocava uma armadura tão grande e pesada em seu próprio corpo e evitava qualquer tipo de enlace ? Por que ela se limitava a um relacionamento estritamente carnal sem dar nenhuma abertura para até mesmo, uma amizade? Será que era porque amava o marido dela? Que espécie de amor estranho era esse?...
Mesmo com todos esses questionamentos habitando a minha mente, no instante em que vi no visor do celular uma ligação que indicava ser a dela, tudo se dissipou. Atendi o telefone e escutei aquela rouca e brincalhona voz me atentando.

-- ALÔ? MADDDD! Tou com saudades! Quando vem me ver? Meu marido viajou novamente....Estou te esperando , oka? Não me deixe sozinha, se você não vier eu arranjarei outra pessoa para "brincar"...

Não sabia se Ayumi diria aquelas coisas para me provocar, ou se ela realmente me substituiria assim, facilmente. Não que eu fosse o melhor em alguma coisa, mas eu tinha a curiosidade de saber se ela era mesmo capaz de tratar as pessoas como objeto e descartá-las. E sim, eu ja estava cansado de ser descartado.

Mais um dia marcado. Nós dois nos encontrávamos agora, com bastante frequência. O marido dela estando aqui, ou não. Viajando ou não...Ayumi sempre dava um jeito de me ver. Não interessava se era na casa dela ou no meu apartamento. Não sabia o que aquilo significava, mas eu estava realmente gostando de ficar com ela. Ter a companhia dela era , sem dúvidas, o melhor momento do meu dia. Em mim até mesmo nasceu um sentimento diferente, mesclado com uma pontada de ciúmes de um rapaz. Um tal de Aaron que vivia rondando-a e me levava a crer que ambos tinha algo a mais que uma simples relação familiar. Constantemente, me concentrava e me controlava para não ter sentimentos ruins, de possessividade, de dominação. Ayumi era livre, não no sentido legal, mas como pessoa. Tentar prendê-la era o mesmo que espantá-la, e sinceramente, eu não desejava isso. Os dias corriam bem, tudo estava indo melhor do que poderia imaginar.Até que, certa vez ,recebi um telefonema desesperado dela, tarde da noite, mais ou menos umas 2 da manhã....

-- MAD?...Estou me despedindo. Estou indo embora. Estão acontecendo coisas com meu coração e não posso ficar. Terminei meu casamento, não posso mais ficar aqui. Adeus. Sentirei sua falta.


Não entendi aquela ligação, não entendi aquele choro. Apenas, com a roupa do corpo, me dirigi apressado para a casa da Ayumi. Lá, a encontrei em prantos, chorando, mostrando os móveis quebrados e a fúria que o marido dela havia deixado ali. Com certeza ele havia descoberto as traições dela, não apenas comigo, mas com outras pessoas....Ou então ela terminou com ele e provocou aquele furacão de ódio. Ayumi chorava, e eu queria chorar também. A abracei, com força. Ela sentiu-se reconfortada em meu peito, e desabafou :

- Preciso ir embora, para longe, não sirvo mais para isso...não sirvo para ninguém, quero morrer, quero fugir.


Escutando aquilo, meu coração encheu-se ao mesmo tempo, de tristeza e ternura, e olhando-a , sem dizer muito...deixei sair de meus lábios para que ela pudesse ouvir.

- Fique aqui, eu te amo. Não quero que vá embora. Por favor...
Eu amo você.

Sabia que aquelas palavras poderiam não ter nenhum impacto para ela, nenhum significado...Mas, para minha surpresa, Ayumi me abraçou, me abraçou tão forte, me deu um beijo tão intenso e me disse chorando que também me amava.

-MAD...Eu te amo....

Depois daquele dia, ambos não sabíamos, mas estávamos presos para sempre um no coração do outro. Aquele beijo, depois daquela primeira declaração, selaria um pacto eterno de amor , de um confuso amor, bagunçado, mas verdadeiro. Pela primeira vez na vida, ambos, fizemos "amor",um com o outro. Conscientes de que um amava o outro. Foi uma longa noite, talvez a melhor das nossas vidas até então. O dia amanheceu e Ayumi estava fazendo meu peito de travesseiro.



~~ CONTINUA

sábado, 14 de novembro de 2015

CAPÍTULO 8 : INTERROGAÇÃO




Ansiedade. Era essa a palavra que me definia. Pela primeira vez, depois de muitos meses, eu quis verdadeiramente encontrar alguém, mas eu não podia demonstrar aquilo. "NUNCA DEMONSTRE SENTIMENTOS", era a regra de ouro estabelecida por mim para mim. Entretanto, meus dedos pálidos, meu pé no acelerador e minha mão um tanto trêmula, davam sinais de que eu estava descumprindo minha própria regra. Em poucos minutos, meu carro foi estacionado há uns 3 quarteirões da casa da Ayumi. Dali  eu fui a pé, justamente para não levantar suspeitas. Ao chegar em sua casa, toquei a campainha e recolhi minhas mãos dentro de meus bolsos da calça. Estava realmente nervoso.  A voz no interfone dizia com doçura e rouquidão: "Oi MAD, já estou abrindo a porta, espere um pouco!". Fiquei silente, esperando-a. Senti a veia pulsar na testa, bem como meus dedos contorcendo por dentro dos bolsos, como se estivesse puxando ao ponto de rasgar.

- Sim ...

Falei baixo, ansioso, esperando-a.
Ayumi então abriu a porta, recebendo-me com um sorriso e uma brincadeira.

- MAD, sua mona! Você veio mesmo! AHAHAHAHAHAHA, vamos, entre ! Vamos fazer nossas unhas e depois ir no salão.


Ayumi sempre fazia brincadeiras com a minha sexualidade. Mas desde o dia anterior, eu não me importava mais. Para falar a verdade, até gostava daquilo.
Entrei na casa, ninguém havia visto, a porta fora trancada, e imediatamente, minhas mãos circularam o corpo de Ayumi. Ela estranhou. Olhou-me, um pouco surpresa. Parecia que não esperava aquilo. Parecia que na mente dela, eu não a tocaria mais. Mas eu queria...e muito. Só não sabia o porquê.

-- Estava ansioso por te ver de novo, Ayumi.
Disse aquilo, sorrindo, apertando-a enquanto emaranhava seus fios de cabelo em meus dedos e puxava para lado. Podia beijar seu pescoço, sentir o aroma da pele e até mesmo dar umas mordidas. A via fechar os olhos como se estivesse curtindo aquilo, como se estivesse gostando daquela situação.

-- M-MAD...O que você está fazendo?...

Ayumi tinha dessas coisas. Por mais que ela brincasse, por mais que ela parecesse forte, eu percebi algo nela, naquele exato momento, que nunca havia percebido antes. Ayumi tinha medo. Medo de afeto, medo de carinho, medo de um contato mais profundo. Sexo, não parecia ser problema...Já carinho, sim.

-- Não faça isso MAD! Vamos brincar MAD.....Ayu quer brincar com o MAD de novo!

Sendo assim, ela segurou-me pelo membro e me empurrou. Sentou-me no sofá apressada, era como se fosse mesmo uma violentadora. Não deu-me tempo de mostrar afeto, atenção. Ayumi me tratou como um pedaço de carne. Em questão de segundos, me beijou apressada, sentou no meu colo, rasgou minha camisa de botões, mordeu meu rosto, meu peito, meus braços, puxou meu sexo, tocando-o superficialmente, sem dar-lhe muita atenção. Prendeu meus braços , mandou-me calar a boca e apenas ergueu sua saia, afastando a calcinha, com o único intuito de cavalgar no meu colo com pressa até o ápice chegar.

-- MAS....que?.....que....Ayumi?....O que você.....?


Eu realmente não entendia porque Ayumi estava agindo daquela maneira. Por que ela era tão dominadora? Por que não me deixava beijá-la com calma, nem ter cuidado com ela, por que eu não podia ser o "homem"?...Em toda a minha vida sexual, nunca havia sido "paralisado" daquela maneira. A mulher praticamente montou em mim e arrancou um orgasmo meu em minutos , com uma perícia assustadora, sem muitos outros toques, apenas um contato estritamente carnal. Depois do orgasmo, depois de meus gemidos bem como dos dela, Ayumi ficou muito falante, rindo, mas sem me tocar. Manteve uma distância considerável de mim, como se eu causasse medo.

-- Então MAD...Gostou de brincar com a AYU? Hoje foi melhor que da outra vez! Você é muito danadinho, MAD....quem diria...
Quero encontrar você mais algumas vezes....MASSSSS, eu tenho que ir agora! Tenho umas reuniões importantes!! HAHAHAHAHAHAHAHAA
Vou só tomar meu banho! Se quiser tem comida na geladeira e bebida ali, um cigarro é sempre bom depois de um sexo gostoso não é MAD? HAHAHAHAHAHA!


Ayumi me deu um selinho frio, nenhum abraço sequer. Saiu rindo, subindo as escadas rumo ao banho dela. A esperei. Enquanto isso, bebi, fumei, e pensei: "Por que ela era assim? O que há?..."
Naquela meia hora que ela demorou para retornar, naquela meia hora que fiquei pensando, eu decidi que a partir daquele dia, estaria empenhado em descobrir o que bloqueava a Ayumi...
Será que realmente tem algum segredo? Algo que a impede de se entregar? Eu não senti afeto. Não senti muita coisa da parte dela. Será que Ayumi, era pior do que eu?
Meus pensamentos foram interrompidos pela voz dela ao descer as escadas: "Estou pronta ! HAHAHAHAHAAHHAA"
Sorri, olhando-a. Em silêncio, fui até ela e a abracei. Ayumi assustada questionou-me: "Para que isso? Somos adultos, não precisamos dessas besteiras. A parte do sexo é  a mais divertida, MAD....!"

Então, ela apertou minhas bochechas. Deu-me um selinho de despedida, e sorriu, entrando no próprio carro.

-Te ligo MAD! Quero te encontrar para  a gente brincar de novo! Até!

Ayumi se foi...e eu voltei para meu carro, há três quarteirões dali. Desta vez eu caminhava bem devagar. Meu corpo estava saciado, mas meu coração não. Meu coração estava cheio de perguntas. Que tipo de mulher era Ayumi, afinal?....



~~ C O N T I N U A

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

CAPITULO 7 : ANSIEDADE

O dia amanheceu. Meus olhos se abriram e a primeira imagem que se formou foi dela. Ayumi. Olhei para o celular, não havia nenhuma mensagem. Talvez eu esperasse algo da parte dela, mas no fundo sabia que isso jamais aconteceria. Ayumi não era o tipo de mulher que precisava correr atrás de alguém, afinal, ela era rodeada de pretendentes. Mesmo casada, pretendentes não lhe faltavam.  Levantei da cama e tomei a minha ducha matinal, e ainda sem desvendar os motivos a face de Ayumi invadia meus pensamentos. Não conseguia parar de pensar nela. Por que aquilo estava acontecendo? Que explicação tinha? O sexo nem fora tão bom. Fomos ambos, desajeitados, apressados, desatentos, até rudes. Não fui carinhoso, não fui gentil, fui apenas impetuoso, desleixado, talvez até mesmo negligente. Será que ela gostou daquilo? Eu me lembrava do corpo dela, do toque brincalhão, das coisas que ela havia me dito, e claro...das gargalhadas. Se existia algo marcante nela eram os olhos e as gargalhadas. Queria revê-la, mas tinha vergonha. Não podia mostrar interesse, nem preocupação. Pela primeira vez depois de meses eu tive a sincera vontade de rever alguém. Todos os demais eu havia fugido, evitado convites, ligações, e até os mesmos lugares. Todos meus casos estavam no passado, dificilmente havia um segundo encontro.  Mas ela, será por que ela é mulher? O que ela tem? Não havia sido nada demais o nosso encontro, o contato dos corpos. Mas ficou uma lembrança, algo como um magnetismo. Será que eu havia gostado de ficar com mulher?......



O banho então terminou, foi uma ducha longa e sem eficiência, estava mais mergulhado em pensamentos do que na água que escorria em meu corpo. Passaram-se algumas horas, eu tinha meus afazeres e Ayumi os dela, mas nenhuma mensagem havia sido mandada ainda, de nenhum dos lados. O silêncio era recíproco e perturbador.
Decidi dar mais algumas horas, a tarde havia demorado demais para passar, naquele dia eu estava submerso em ansiedade. Minhas unhas haviam sido roídas, meu cabelo estava todo assanhado do tanto que eu o havia puxado....E meus olhos, cobertos pelos óculos escuros , estavam fixos no celular, esperando ao menos uma mensagem que nunca chegava.
Anoiteceu.  Ainda eram 18 e 30...Que dia longo, parecia que havia passado uma semana, e eu ali estático, aguardando algo que não vinha. 
Decidi então tomar uma atitude. Comecei a me questionar. Afinal, Ayumi esperava o mesmo de mim? Será que ela estava esperando um sinal de vida? Estaria ela olhando para o celular como eu fazia?...
A coragem tomou a ponta de meus dedos e as teclas foram utilizadas. Uma mensagem fora enviada para ela, superficial, sem nada muito profundo, apenas para ter o cuidado de não mostrar sentimento algum:

-- Ayu! É o MAD! E aí? Teve problemas ontem? Seu marido desconfiou de algo? Espero que esteja bem!


Cerca de menos de um minuto depois, uma mensagem de retorno surgiu :

-- MAD! Hahahahaha ora que surpresa nem imaginava que você fosse me mandar algo! Ahhh ontem foi uma bagunça, mas foi divertido! Meu marido não está em casa estes dias, está viajando , participando de reuniões, essas coisas de gente famosa! HAHAHAHAHAHA

Ao ler aquilo, a coragem tomou conta de mim, o telefone fora pego e eu a liguei.

- OI Ayumi....Seu marido não está em casa esses dias?

O tom de voz da Ayumi mudou.

-- HAHAHAHA Oi MAD! Nossa você me ligou....Que surpresa maior....
Não, ele não estará em casa por umas 2 semanas....

Suspirei, falando logo após um leve sorriso.

-- Bom saber , jovem ET.

Ayumi também riu e em seguida me questionou.

- Caramba, por que?

Apenas sorri mais uma vez, e me despedi.

- Já já você saberá , até logo. Deixe a porta destrancada.


O Telefone foi desligado, subi ao quarto para tomar mais um banho. Vesti uma roupa adequada, um pouco mais formal do que costumava usar. Passei meu melhor perfume e desci, buscando as chaves do carro. Estava indo para casa da Ayumi. Restava saber se ela havia entendido meu recado.




~~ CONTINUA


sábado, 12 de setembro de 2015

CAPÍTULO 6 : AQUECIDO

Desde o dia que encontrei Jujuba, Ayumi não saía de minha cabeça. Não sabia ao certo que ansiedade era aquela que crescia dentro de mim. Talvez eu realmente tivesse me tornado uma pessoa diferente. Antes do acontecido, nunca havia sido como os "demais". Não tinha interesse em sair buscando novas pessoas, experimentando novos sabores, vivenciando novas experiências. Até o momento, mesmo tendo tido a oportunidade de ficar com uns e outros  em relações desprovidas de qualquer sentimento, misteriosamente, não me empolgava. 
Entendia sim, que era interessante se aventurar, acordar em camas diferentes ao lado de pessoas desconhecidas. Mas, eu não enxergava toda essa "magia" do sexo casual que a maioria tanto gostava. Talvez porque eu fosse uma pessoa que busca algo mais estável, mais concreto. Recentemente, eu havia me envolvido com uma pessoa casada há mais de 6 meses. Ficamos cerca de 5 dias nos encontrando diariamente enquanto o marido dele estava fora. Foi interessante, mas igualmente repetitivo. 
Minha vida sexual estava , por assim dizer, em sua fase mais "agitada" .  Só que quanto eu mais ficava com as pessoas, menos elas se tornavam interessantes. Era como se todas fossem iguais, mudasse apenas a "carcaça"; O jeito de agir, as reações corporais. Era tudo muito similar. Por que eu não via tanta graça assim? Eu chegava a acelerar o ato e preocupar-me apenas com a satisfação de minha vontade pessoal. Maltratava, xingava, iludia. Literalmente, não me importava com ninguém além de mim mesmo. E sinceramente, aquilo estava me cansando. Bobagem.
O Marido de meu parceiro temporário retornou, e eu então ,fui deixado de lado. Minha companhia de horas anteriores, fora trocada por declarações de amor eterno. Não, eu não tinha sentimentos por ninguém , mas no fundo, fiquei com inveja. Sim, eu sabia que queria pelo menos alguém que esperasse por mim, que me recebesse com um "te amo , vou te amar para sempre", que me tratasse como gente. Não, ele não era fiel...mas amava de verdade o marido dele.  Ambos tinham um acordo matrionial estranho: "Caso um viajasse, o outro tinha dias livres, para se envolver com quem quisesse. "

Eu sou diferente. Meu amor é possessivo. Eu não permitiria uma espécie de acordo desses. Os dias então passaram com pressa, e em um momento, criei coragem. Peguei meu carro, acelerei como se quisesse chegar no meu destino o quanto antes, eu tinha receio da minha "coragem" passar enquanto eu fazia o percurso. Parei na porta da casa da Ayumi, a campainha fora tocada.


Ela abriu a porta com um sorriso de surpresa, ela estava com a bolsa na mão, as chaves do carro na outra, vestida como se fosse sair.

-- Ué, oi MAD! Mas, caramba que surpresa! Está tudo bem? Algum problema?

Sorri, um tanto nervoso e a respondi.

- Não Ayumi, nenhum problema, apenas vim te fazer uma visita!

Ayumi me olhou e depois fechou a bolsa dela .

- MAD, você nunca vem me visitar, eu sempre te procuro para te encher não é? Mas eu estou de saída! Eu tenho uma reunião muito importante e estou me atrasando. Meu marido também não está aqui agora. Mas se você quiser pode passar aqui mais tarde.

Olhei para Ayumi, vê-la daquele jeito, sentir o perfume forte que ela havia acabado de passar, olhar nos olhos chamativos dela e encantar-me por eles.  Meu coração acelerou. Algo diferente fora sentido. Eu chegava a encolher meus dedos, recolhendo-os  , apertava tão forte que eles estalavam.

-- Acho que não....

Segurei Ayumi pelo braço, fiz entrá-la na casa e fechei a porta, trancando-a. Encurralei-a, meus lábios foram até o pescoço dela e roçaram até o canto da boca. Não cheguei a beijá-la, mas a coagi com a minha respiração. Ergui os braços femininos, coloquei-os em cima da cabeça dela. O peito pressionou o feminino, suspirava inalando aquele perfume. Meu coração disparava. Por que? O que estava acontecendo?

-- Ayumi, você sempre me provocou. Sempre...Se você não ficar comigo agora, eu nunca mais ficarei com você , não haverá outra oportunidade.

Ayumi mordeu o labio, tive vontade de beijá-la quando vi o dente cravando na boca dela.  A bolsa caiu, foi ao chão, sendo amortecida pelos meus pés.  As mãos dela foram até meu pescoço, imobilizaram meu rosto e eu me deixei levar. A boca macia da ayumi estava fazendo festa na minha. O fato de sentir seu beijo de forma intensa  e profunda pela primeira vez, deixava-me descompassado. O que estava acontecendo? Era o que constantemente a voz da minha cabeça questionava.  Ela era impulsiva, não me dava tempo de reagir, já ia rasgando minha camisa e me empurrano. Eu não gostava de ser controlado, como ela ousava me controlar? Minha mãos então passaram a demandar as partes do corpo macio dela e a dominá-lo. Movimentava-me com certa pressa e força, apenas para mostrar para ela quem estava no comando. 

-- Caramba MAD, por que isso agora?  Por que você quis brincar comigo logo agora, depois de quase um ano que eu tento "brincar" com você?

Os dedos dela abriram meu ziper, as mãozinhas enfiaram-se dentro de minhas calças e eu me entreguei. Virei uma fera, mas desorientada. Não era o cara controlado e metódico de quase sempre. Ayumi me deixava "estranho". Eu parecia um adolescente qu queria tirar as roupas da namorada o quanto antes, para sentí-la pela primeira vez. Meu corpo inteiro fora beijado, a boca dela aquecia-me de uma forma misteriosa, pela primeira vez em semanas eu me sentia "quente" por dentro, e não apenas por fora. Ayumi era engraçada, louca, um pouco desajeitada. Ela queria fazer tudo de uma vez, mas não havia tempo. Nos agarramos e fizemos amor ali mesmo no tapete da sala, de forma "estranha", apressada. Não foi o melhor sexo da minha vida, nem o mais intenso. Na verdade eu esperava mais da Ayumi. Eu esperava mais da experiencia dela, mais , muito mais....Do mesmo jeito que ela esperava mais de mim também. Eu não havia sido o amante que era acostumado a ser. Não sabia o que tinha acontecido, por que eu estava tão empolgado e ao mesmo tempo tão desorientado. A coordenação e a coerência naquela nossa primeira vez em cima do tapete da sala de estar da Ayumi, não foi assim, tão prazerosa. mas foi divertida. Pela primeira vez, achei divertido o sexo com alguém. Eu nunca tinha rido tanto, brincado tanto, mordido e falado tanta besteria para uma pessoa durante o ato. Ayumi estava mesmo atrasada, e eu queria mais. Infelizmente tive que sair da casa dela, não podia mais atrasá-la em seus  compromissos. 

- Olha MAD, você foi muito danado hoje! HAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHA! Mas vamos brincar mais vezes juntos. Eu quero experimentar mais de você viu? VAMOS BRINCAR MUITO HAHAHAHAHAAHAHHAAHAHAHAHAH!


Olhei Ayumi ainda tentando entender aquelas gargalhadas que ela dava. Eu também sorria, tinha medo do jeito impulsivo dela, mas queria decifrá-la. Ao sair da casa dela, vi a foto de ayumi abraçada ao marido no porta retrato. Virei o rosto, despedi-me e fui embora. Quando encontraria Ayumi novamente? Não sabia. Mas queria, e muito. Claro que queria. Pela primeira vez, depois de muitas semanas, alguém finalmente, havia conseguido me fazer bem.


~~ C O N T I N U  A