Desde o dia que encontrei Jujuba, Ayumi não saía de minha cabeça. Não sabia ao certo que ansiedade era aquela que crescia dentro de mim. Talvez eu realmente tivesse me tornado uma pessoa diferente. Antes do acontecido, nunca havia sido como os "demais". Não tinha interesse em sair buscando novas pessoas, experimentando novos sabores, vivenciando novas experiências. Até o momento, mesmo tendo tido a oportunidade de ficar com uns e outros em relações desprovidas de qualquer sentimento, misteriosamente, não me empolgava.
Entendia sim, que era interessante se aventurar, acordar em camas diferentes ao lado de pessoas desconhecidas. Mas, eu não enxergava toda essa "magia" do sexo casual que a maioria tanto gostava. Talvez porque eu fosse uma pessoa que busca algo mais estável, mais concreto. Recentemente, eu havia me envolvido com uma pessoa casada há mais de 6 meses. Ficamos cerca de 5 dias nos encontrando diariamente enquanto o marido dele estava fora. Foi interessante, mas igualmente repetitivo.
Minha vida sexual estava , por assim dizer, em sua fase mais "agitada" . Só que quanto eu mais ficava com as pessoas, menos elas se tornavam interessantes. Era como se todas fossem iguais, mudasse apenas a "carcaça"; O jeito de agir, as reações corporais. Era tudo muito similar. Por que eu não via tanta graça assim? Eu chegava a acelerar o ato e preocupar-me apenas com a satisfação de minha vontade pessoal. Maltratava, xingava, iludia. Literalmente, não me importava com ninguém além de mim mesmo. E sinceramente, aquilo estava me cansando. Bobagem.
O Marido de meu parceiro temporário retornou, e eu então ,fui deixado de lado. Minha companhia de horas anteriores, fora trocada por declarações de amor eterno. Não, eu não tinha sentimentos por ninguém , mas no fundo, fiquei com inveja. Sim, eu sabia que queria pelo menos alguém que esperasse por mim, que me recebesse com um "te amo , vou te amar para sempre", que me tratasse como gente. Não, ele não era fiel...mas amava de verdade o marido dele. Ambos tinham um acordo matrionial estranho: "Caso um viajasse, o outro tinha dias livres, para se envolver com quem quisesse. "
Ela abriu a porta com um sorriso de surpresa, ela estava com a bolsa na mão, as chaves do carro na outra, vestida como se fosse sair.
-- Ué, oi MAD! Mas, caramba que surpresa! Está tudo bem? Algum problema?
Sorri, um tanto nervoso e a respondi.
- Não Ayumi, nenhum problema, apenas vim te fazer uma visita!
Ayumi me olhou e depois fechou a bolsa dela .
- MAD, você nunca vem me visitar, eu sempre te procuro para te encher não é? Mas eu estou de saída! Eu tenho uma reunião muito importante e estou me atrasando. Meu marido também não está aqui agora. Mas se você quiser pode passar aqui mais tarde.
Olhei para Ayumi, vê-la daquele jeito, sentir o perfume forte que ela havia acabado de passar, olhar nos olhos chamativos dela e encantar-me por eles. Meu coração acelerou. Algo diferente fora sentido. Eu chegava a encolher meus dedos, recolhendo-os , apertava tão forte que eles estalavam.
-- Acho que não....
Segurei Ayumi pelo braço, fiz entrá-la na casa e fechei a porta, trancando-a. Encurralei-a, meus lábios foram até o pescoço dela e roçaram até o canto da boca. Não cheguei a beijá-la, mas a coagi com a minha respiração. Ergui os braços femininos, coloquei-os em cima da cabeça dela. O peito pressionou o feminino, suspirava inalando aquele perfume. Meu coração disparava. Por que? O que estava acontecendo?
-- Ayumi, você sempre me provocou. Sempre...Se você não ficar comigo agora, eu nunca mais ficarei com você , não haverá outra oportunidade.
Ayumi mordeu o labio, tive vontade de beijá-la quando vi o dente cravando na boca dela. A bolsa caiu, foi ao chão, sendo amortecida pelos meus pés. As mãos dela foram até meu pescoço, imobilizaram meu rosto e eu me deixei levar. A boca macia da ayumi estava fazendo festa na minha. O fato de sentir seu beijo de forma intensa e profunda pela primeira vez, deixava-me descompassado. O que estava acontecendo? Era o que constantemente a voz da minha cabeça questionava. Ela era impulsiva, não me dava tempo de reagir, já ia rasgando minha camisa e me empurrano. Eu não gostava de ser controlado, como ela ousava me controlar? Minha mãos então passaram a demandar as partes do corpo macio dela e a dominá-lo. Movimentava-me com certa pressa e força, apenas para mostrar para ela quem estava no comando.
-- Caramba MAD, por que isso agora? Por que você quis brincar comigo logo agora, depois de quase um ano que eu tento "brincar" com você?
Os dedos dela abriram meu ziper, as mãozinhas enfiaram-se dentro de minhas calças e eu me entreguei. Virei uma fera, mas desorientada. Não era o cara controlado e metódico de quase sempre. Ayumi me deixava "estranho". Eu parecia um adolescente qu queria tirar as roupas da namorada o quanto antes, para sentí-la pela primeira vez. Meu corpo inteiro fora beijado, a boca dela aquecia-me de uma forma misteriosa, pela primeira vez em semanas eu me sentia "quente" por dentro, e não apenas por fora. Ayumi era engraçada, louca, um pouco desajeitada. Ela queria fazer tudo de uma vez, mas não havia tempo. Nos agarramos e fizemos amor ali mesmo no tapete da sala, de forma "estranha", apressada. Não foi o melhor sexo da minha vida, nem o mais intenso. Na verdade eu esperava mais da Ayumi. Eu esperava mais da experiencia dela, mais , muito mais....Do mesmo jeito que ela esperava mais de mim também. Eu não havia sido o amante que era acostumado a ser. Não sabia o que tinha acontecido, por que eu estava tão empolgado e ao mesmo tempo tão desorientado. A coordenação e a coerência naquela nossa primeira vez em cima do tapete da sala de estar da Ayumi, não foi assim, tão prazerosa. mas foi divertida. Pela primeira vez, achei divertido o sexo com alguém. Eu nunca tinha rido tanto, brincado tanto, mordido e falado tanta besteria para uma pessoa durante o ato. Ayumi estava mesmo atrasada, e eu queria mais. Infelizmente tive que sair da casa dela, não podia mais atrasá-la em seus compromissos.
- Olha MAD, você foi muito danado hoje! HAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHA! Mas vamos brincar mais vezes juntos. Eu quero experimentar mais de você viu? VAMOS BRINCAR MUITO HAHAHAHAHAAHAHHAAHAHAHAHAH!
Olhei Ayumi ainda tentando entender aquelas gargalhadas que ela dava. Eu também sorria, tinha medo do jeito impulsivo dela, mas queria decifrá-la. Ao sair da casa dela, vi a foto de ayumi abraçada ao marido no porta retrato. Virei o rosto, despedi-me e fui embora. Quando encontraria Ayumi novamente? Não sabia. Mas queria, e muito. Claro que queria. Pela primeira vez, depois de muitas semanas, alguém finalmente, havia conseguido me fazer bem.
~~ C O N T I N U A


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